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sábado, 9 de junho de 2012

Posta semanal

Uma semana stressante no trabalho, sem tempo para postas.
É por estas e por outras que meço em tempo o sucesso de um blogue.... E se fosse só nos blogues.
A semana foi o Prometheus.
Curioso vê-lo na semana do Cosmopolis.
Scott já não arrisca.
Cronemberg não entretém.
Prometheus não chateia, vê-se bem.
Cosmopolis exige disponibilidade mental.
Ridley Scott fez o "Alien" e o "Blade Runner".
Cronemberg fez "A mosca" em 86 e desde aí TODOS valem a pena, e foram 11.
Um inglês e um canadiano fazem o "cinema americano".
E no entanto, só um filma.
A semana foi bola.
Ouvi barbaridades por gente que se devia dar ao respeito.
A inveja, o pessimismo, a má-lingua, o disparate...
E logo eu que vejo Portugal nas meias-finais.
A semana foi os Yesterdays New Quintet.
São uma banda de funk jazz da Stones Throw.
Afinal, é o Senhor Madlib.
Não, não estão a ouver, é O Madlib que faz tudo.
Aqueles nomes que vêm nas capas, a banda toda, são fake, piada dele.
Camada por camada, num qualquer software.
E é genial!
Bem tocado, it's cool and it's easy, it's jazzy and it's fun.
"Têm" um álbum de versões do Stevie Wonder fantástico.
Desafio qualquer um a dizer-me quantos estão a tocar ali...
A genialidade mede-se em bytes.
Descobri isto com o Jan Jelinek, outro Senhor, para a WIRE.
A WIRE é uma revista e um porto seguro.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cosmopolis

"O novo filme de David Cronemberg, Cosmopolis, foi produzido por Paulo Branco e a estrela é Robert Pattinson, o vampiro da saga Twilight".
Foi deste modo, banal e provinciano, que a nossa comunicação social "tratou" Cosmopolis.
Houve estreia no C.C.B. com injustificáveis directos para os telejornais.
Houve manadas de jovens histéricas com a presença do puto.
Houve comentários infelizes de jornalistas que nem sequer viram "A mosca".
Tudo isto é mau folclore e nada tem a ver com o filme.
Cosmopolis é o melhor filme que vi em 2012.
Vive dos diálogos, densos e inteligentes.
È contido e simples, não tem uma única cena "sharam".
O puto safa-se bem no difícil universo cronembergiano.
Gosto de filmes que me deixem a pensar muito depois de sair da sala.
Recomendo vivamente.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Haneke

O Michael Haneke ganhou a palma em Cannes.
O Michael Heneke e o Almodovar são os meus realizadores europeus favoritos.
Amo a sexualidade doentia de "O Pianista", vibrei com o "Funny Games"em 97 e angustiei com "Cachê".
Haneke é doentio e não é para todos.
Mas conta histórias de um modo único e são filmes que mudam quem os vê.
Cannes continua a ser referencia para mim.