Quando era puto queria ser reformado.
Os meus avós ansiavam pela reforma e eu ía pelo mesmo caminho.
Depois quis ser dentista, como a mãe, mas a matemática e a física não me deixaram.
Mais tarde optei por "professor de filosofia" mas escolhi mal a universidade.
Pelo meio tirei um curso da C.E.E. de "Medidor orçamentista".
Ainda fui a uma entrevista mas, entre vermelhos e amarelos, acabei por não ficar.
A vida levou-me por outros caminhos, jamais previstos diga-se.
Hoje ainda quero ser alguma coisa, (que não sou), quando for GRANDE.
Curador. (Não de artes plásticas mas de música).
Conheço um ou outro e invejo-os alarvemente.
Andam por aí a ouver concertos e depois logo decidem se os trazem cá.
Gerem orçamentos e vontades, intuições e sentimentos.
È coisa de cunhas e amizades, não se concorre, é por convite.
Dá trabalho? Dá pois... Mas dava-me um gozo enorme gerir a programação de um espaço.
Se me convidassem, despedia-me já!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Haneke
O Michael Haneke ganhou a palma em Cannes.
O Michael Heneke e o Almodovar são os meus realizadores europeus favoritos.
Amo a sexualidade doentia de "O Pianista", vibrei com o "Funny Games"em 97 e angustiei com "Cachê".
Haneke é doentio e não é para todos.
Mas conta histórias de um modo único e são filmes que mudam quem os vê.
Cannes continua a ser referencia para mim.
sábado, 26 de maio de 2012
Portugal dos pequeninos?
A "Bold" é um estúdio lisboeta criativo.
Não percebo bem tudo o que fazem.
Fotografias trabalhadas, Vídeos modernaços. Retouching?! (Retoca-me?!?!?)
O site é todo em inglês e tudo isto soa muito melhor.
Tem tudo para correr mal, certo?!
É tão pedante e tão saloia esta atitude, tão tuga.
A Bold tem trabalhos muito bem feitos.
Gosto do estilo, das opções, das pessoas.
Esta gente arrisca e orienta-se bem.
Às vezes falham, outras vezes acertam em cheio.
Pedro Santos é um editor de vídeo na Bold com jeitinho pro tilt-shifting.
E acertou em cheio.
Portugal dos pequeninos?!
Népia disso... Portugal está lá.
Não percebo bem tudo o que fazem.
Fotografias trabalhadas, Vídeos modernaços. Retouching?! (Retoca-me?!?!?)
O site é todo em inglês e tudo isto soa muito melhor.
Tem tudo para correr mal, certo?!
É tão pedante e tão saloia esta atitude, tão tuga.
A Bold tem trabalhos muito bem feitos.
Gosto do estilo, das opções, das pessoas.
Esta gente arrisca e orienta-se bem.
Às vezes falham, outras vezes acertam em cheio.
Pedro Santos é um editor de vídeo na Bold com jeitinho pro tilt-shifting.
E acertou em cheio.
Portugal dos pequeninos?!
Népia disso... Portugal está lá.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Para um amigo
O acaso fez com que fôssemos da mesma turma na preparatória.
Ficámos amigos até hoje e aí o mérito já é todo nosso.
Poucas pessoas me conhecem tão bem.
Não há filmes, nem bullshit, nem máscaras, nem mentiras.
Gosto dele com todos os seus defeitos e todas as suas virtudes.
Hoje é o seu aniversário e descobri um vídeo do primeiro concerto a que fomos.
Ficámos amigos até hoje e aí o mérito já é todo nosso.
Poucas pessoas me conhecem tão bem.
Não há filmes, nem bullshit, nem máscaras, nem mentiras.
Gosto dele com todos os seus defeitos e todas as suas virtudes.
Hoje é o seu aniversário e descobri um vídeo do primeiro concerto a que fomos.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Malhar nos clássicos
Hoje apeteceu-me bater forte e feio nos clássicos.
Em todos, desmesuradamente, só porque sim.
Mas afinal prefiro destacar os clássicos que ainda não o são :)
5 editoras de música: Monika, Hyperdub, Warp, Souljazz e Brainfeeder.
5 filmes: Lost in translation, Fome, A árvore da vida, Avatar e Sangue do meu sangue.
5 edifícios: Fundação Iberê Camargo, Casa da Música, Shaulager Basel, MUSAC e Kitagata Housing.
5 tugas: Alexandre Farto (Artista plástico), DJ Ride (Músico), Pedro Costa (Trem Azul/Cleanfeed Rec.), Filipe Andrade (Desenhador) e Ricardo Rocha (Guitarrista Fado).
Tanto de tão bom.
Em todos, desmesuradamente, só porque sim.
Mas afinal prefiro destacar os clássicos que ainda não o são :)
5 editoras de música: Monika, Hyperdub, Warp, Souljazz e Brainfeeder.
5 filmes: Lost in translation, Fome, A árvore da vida, Avatar e Sangue do meu sangue.
5 edifícios: Fundação Iberê Camargo, Casa da Música, Shaulager Basel, MUSAC e Kitagata Housing.
5 tugas: Alexandre Farto (Artista plástico), DJ Ride (Músico), Pedro Costa (Trem Azul/Cleanfeed Rec.), Filipe Andrade (Desenhador) e Ricardo Rocha (Guitarrista Fado).
Tanto de tão bom.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Pesto
Quando quero fazer uma receita tradicional passo horas na net à procura da receita original.
A mim não me dá gozo inventar. Em vez disso prefiro seguir ao pormenor uma receita já testada.
Tenho que ter uma familiaridade enorme com um prato para me sentir confortável a mudar ingredientes.
Vem tudo isto a propósito do Pesto.
Existem imensas variações, aqui vou dar dois exemplos, o modo fácil e o modo tradicional.
O modo fácil é básico e rápido:
Atira-se com um ramo de manjericão para um copo misturador.
Junta-se azeite, sal, pimenta, pinhão e queijo ralado.
A varinha mágica trata do resto.
E agora algo totalmente diferente... Tem história, pede tempo e um outro gosto.
De um ramo fresco de manjericão, retiram-se as folhas que se lavam em água fria.
Os caules tem um sabor amargo e não devem por isso ser utilizados.
Salteiam-se ligeiramente pinhões numa frigideira sem gordura.
Num almofariz de pedra e com um pilão de madeira desfazem-se 2 dentes de alho.
Junta-se um pouco de sal grosso.
Nesta altura acrescentam-se algumas folhas frescas de manjericão.
A ideia é retirar o óleo das folhas para isso começamos com movimentos circulares a esmagar as folhas.
È um processo moroso que exige tempo e prática.
Vamos acrescentando mais folhas, não as queremos desfazer mas sim esmagar.
Sempre com movimento circulares para o mesmo lado vamos trabalhando o molho.
São 50 gramas de folhas, quando chegar ás ultimas você já apanhou o jeito.
Um óleo verde brilhante é o que se quer.
Nesta altura junta-se uma mão de pinhão.
Continua-se a moer, sempre para o mesmo lado, com tempo e dedicação.
Não se preocupe muito que a coisa tenha um ar homogéneo, basta que os ingredientes estejam misturados.
Agora junta-se 6 colheres de Parmesão Gran Padano D.O.P. e 2 colheres de Pecorino D.O.P.
Estes queijos devem ser de boa qualidade e ralados só nesta altura.
Continua-se a moer, sempre para o mesmo lado, com tempo e dedicação.
Por fim, um pouco de azeite virgem e está pronto.
Depois é cozer uma massa longa "al dente".
Juntar uma colher de Pesto por pessoa e misturar bem.
È algo de sublime, noutra dimensão de um molho industrial ou da receita básica e fácil.
A receita original está aqui.
Bom apetite!
A mim não me dá gozo inventar. Em vez disso prefiro seguir ao pormenor uma receita já testada.
Tenho que ter uma familiaridade enorme com um prato para me sentir confortável a mudar ingredientes.
Vem tudo isto a propósito do Pesto.
Existem imensas variações, aqui vou dar dois exemplos, o modo fácil e o modo tradicional.
O modo fácil é básico e rápido:
Atira-se com um ramo de manjericão para um copo misturador.
Junta-se azeite, sal, pimenta, pinhão e queijo ralado.
A varinha mágica trata do resto.
E agora algo totalmente diferente... Tem história, pede tempo e um outro gosto.
De um ramo fresco de manjericão, retiram-se as folhas que se lavam em água fria.
Os caules tem um sabor amargo e não devem por isso ser utilizados.
Salteiam-se ligeiramente pinhões numa frigideira sem gordura.
Num almofariz de pedra e com um pilão de madeira desfazem-se 2 dentes de alho.
Junta-se um pouco de sal grosso.
Nesta altura acrescentam-se algumas folhas frescas de manjericão.
A ideia é retirar o óleo das folhas para isso começamos com movimentos circulares a esmagar as folhas.
È um processo moroso que exige tempo e prática.
Vamos acrescentando mais folhas, não as queremos desfazer mas sim esmagar.
Sempre com movimento circulares para o mesmo lado vamos trabalhando o molho.
São 50 gramas de folhas, quando chegar ás ultimas você já apanhou o jeito.
Um óleo verde brilhante é o que se quer.
Nesta altura junta-se uma mão de pinhão.
Continua-se a moer, sempre para o mesmo lado, com tempo e dedicação.
Não se preocupe muito que a coisa tenha um ar homogéneo, basta que os ingredientes estejam misturados.
Agora junta-se 6 colheres de Parmesão Gran Padano D.O.P. e 2 colheres de Pecorino D.O.P.
Estes queijos devem ser de boa qualidade e ralados só nesta altura.
Continua-se a moer, sempre para o mesmo lado, com tempo e dedicação.
Por fim, um pouco de azeite virgem e está pronto.
Depois é cozer uma massa longa "al dente".
Juntar uma colher de Pesto por pessoa e misturar bem.
È algo de sublime, noutra dimensão de um molho industrial ou da receita básica e fácil.
A receita original está aqui.
Bom apetite!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Quezilias domésticas
Os arquitectos que sabem desenhar, (os 5... ok, ok 7!), são melhores que os outros?
Deveria a arquitectura ter-se mantido no âmbito das belas artes?
É legítimo substituírem a disciplina de "Desenho à mão" por "Desenho assistido por computador"?
Os arquitectos que sabem muito de 3D são melhores que os outros?
Um 3D impecável facilita a "visualização" do cliente, onde acaba a pedagogia e começa o logro?
Pode um arquitecto ser reconhecido "apenas" pelos seus "renders"?
A cena é o projecto ou a obra? Ambos? Um sem o outro?
Sempre muito animado o ambiente cá em casa. :)
quinta-feira, 17 de maio de 2012
DAM-FUNK
DAM-FUNK é um músico californiano.
Em 2009 lançou um dos discos do ano, Toeachizown.
O Funk do Dam é contagiante, faz o corpo dançar.
O Dam gosta tanto de Prince que lhe fez uma mix na Wax Poetics.
(A Wax Poetics é uma revista de música negra que vale a pena ler).
A mix está muito bem parida e qualquer um a pode descarregar aqui!
O Dam vai estar em Lisboa, na festa da Oxigénio, dia 9 de Junho.
E eu também lá vou dançar!
Em 2009 lançou um dos discos do ano, Toeachizown.
O Funk do Dam é contagiante, faz o corpo dançar.
O Dam gosta tanto de Prince que lhe fez uma mix na Wax Poetics.
(A Wax Poetics é uma revista de música negra que vale a pena ler).
A mix está muito bem parida e qualquer um a pode descarregar aqui!
O Dam vai estar em Lisboa, na festa da Oxigénio, dia 9 de Junho.
E eu também lá vou dançar!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Japoneses e nórdicos
Ontem vi um documentário sobre a relação entre a arquitectura japonesa e a arquitectura nórdica.
Aparentemente nada têm em comum e no entanto...
O sol é um bem escasso nas duas regiões e a luz é elemento essencial na arquitectura.
A pureza das formas, os vazios e a ausência de ornamentos.
O respeito pelo material em que se constrói, seja ele a madeira, seja ele o betão.
A relação íntima entre a arquitectura e a natureza.
A influência não é de hoje, já os mestres do moderno, fossem eles japoneses ou nórdicos, assumiam, com orgulho, a importância de ambas as escolas nas suas obras.
Não é de cópias que se trata aqui, muitas vezes a cena está no detalhe. Subtil.
Estamos a falar de arquitectos que valorizam a história e a cultura dos seus países.
Estamos a falar de arquitectos que valorizam a relação da obra com o espaço envolvente.
Nem a história dessas regiões, nem os locais onde as obras nascem podiam ser mais diferentes.
E no entanto...
Aparentemente nada têm em comum e no entanto...
O sol é um bem escasso nas duas regiões e a luz é elemento essencial na arquitectura.
A pureza das formas, os vazios e a ausência de ornamentos.
O respeito pelo material em que se constrói, seja ele a madeira, seja ele o betão.
A relação íntima entre a arquitectura e a natureza.
A influência não é de hoje, já os mestres do moderno, fossem eles japoneses ou nórdicos, assumiam, com orgulho, a importância de ambas as escolas nas suas obras.
Não é de cópias que se trata aqui, muitas vezes a cena está no detalhe. Subtil.
Estamos a falar de arquitectos que valorizam a história e a cultura dos seus países.
Estamos a falar de arquitectos que valorizam a relação da obra com o espaço envolvente.
Nem a história dessas regiões, nem os locais onde as obras nascem podiam ser mais diferentes.
E no entanto...
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Amigos
Tenho poucos amigos.
Os suficientes.
Os amigos dão trabalho.
Exigem tempo, atenção, disponibilidade mental, paciência, carinho e altas doses de pachorra.
Os amigos levam-nos ao desespero, pedem-nos concelhos que não seguem, faltam a encontros marcados, ficam tempos sem dizerem nada, ligam-nos a qualquer hora, pedem emprestado e não devolvem, gritam barbaridades com orgulho... E eu? Eu estou lá para eles!
Os meus amigos andam parvos, deve ser da idade...
Discutem, bebem, zangam-se, separam-se, voltam, mandam recados, não dormem...
E eu?! Eu estou lá para eles!
Com todos os seus defeitos, e são muitos... , tenho os amigos que quero, posso e mereço.
Os suficientes.
Os amigos dão trabalho.
Exigem tempo, atenção, disponibilidade mental, paciência, carinho e altas doses de pachorra.
Os amigos levam-nos ao desespero, pedem-nos concelhos que não seguem, faltam a encontros marcados, ficam tempos sem dizerem nada, ligam-nos a qualquer hora, pedem emprestado e não devolvem, gritam barbaridades com orgulho... E eu? Eu estou lá para eles!
Os meus amigos andam parvos, deve ser da idade...
Discutem, bebem, zangam-se, separam-se, voltam, mandam recados, não dormem...
E eu?! Eu estou lá para eles!
Com todos os seus defeitos, e são muitos... , tenho os amigos que quero, posso e mereço.
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